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Três colunas
Filed under Textosjan 15A Escola de Frankfurt, Alemanha, fundada em 1924 pela iniciativa de Félix Weil, filho de um rico negociante de grãos argentino, seria denominada Instituto para o Marxismo, mas pelo anticomunismo que existia na Alemanha, inclusive nos meios acadêmicos, entendeu-se por bem que se chamasse Instituto para a Pesquisa Social.
Os principais filósofos dessa escola foram Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Max Horkheimer, Eric Fromm, Michel Foucault etc.
Nessa tão festejada escola está toda a engenharia social que veio se implementando desde então.
Dizem os estudiosos da Democracia e da teoria marxista, que Marx em sua teoria da luta de classes previu um conflito pan europeu, ou seja, a Europa toda entraria em guerra como consequência da “opressão que dominava toda a classe trabalhadora” e que fatalmente se agravaria, e se tornaria algo como a uma panela de pressão a qual explodiria contra os capitalistas.
De fato, houve a Primeira Grande Guerra Mundial, mas o que a teoria marxista previu não aconteceu, ou seja, os “trabalhadores de todas as nações”, não se uniram contra o “execrável” capitalismo, mas muito ao contrário, o governo alemão convocou toda a nação e disse mais ou menos isso: “na Alemanha não existe partido, a partir desse momento somos todos alemães”.
O que mais chama a atenção é que na ciência, quando a prática não corresponde à previsão teórico/metodológica, altera-se a teoria. Mas para os revolucionários marxistas, os quais contrariando tudo o que é natural e científico, não admitem falhas teóricas. A sociedade é que está errada, a teoria está perfeita. Os filósofos gregos buscam a verdade, a virtude, a felicidade, a justiça, incessantemente. Os filósofos marxistas já estão com a verdade pronta e acabada. A palavra deles é a última, eles são os únicos capazes de transformar a sociedade humana numa sociedade “justa”, diga-se, de iguais. Deus e a natureza estarão errados a partir do momento em que cruzarem com os seus projetos revolucionários.
Estudiosos da conduta humana afirmam que uma mente revolucionária está sempre disposta a agradar, ou seja, a opinião da maioria é a que vale. Não importa se o jogo político seja o menos ético possível, algo como “não se pode fazer uma omelete sem quebrar os ovos”. Naquela época, 1932, os ucranianos rebeldes deveriam morrer de fome já que não se submeteram ao projeto revolucionário de Stalin.
Três colunas, descobriram os pesquisadores de Frankfurt, sustentavam a sociedade ocidental: O Direito Romano; A Filosofia Grega; A Moral Judaico-Cristã. Se alguma coisa nessa sociedade tivesse de ser derrubada deveria ser começado por elas.
Mas o que as pessoas não sabem é que “O mundo é governado por personagens muito diferentes dos que imaginam os indivíduos cujo olhar não penetra nos bastidores”. Não sabem também que “Os melhores escravos são os que pensam estar livres”. Desconhecem que “Para saber quem domina o mundo, você deve saber qual grupo não se pode criticar”. Singular pluralismo!
Um “artista” brasileiro que não deveria servir de paradigma para nenhum jovem, certa vez cantou – “meus heróis morreram de overdose”. E os “heróis” dessa juventude, principalmente a universitária, talvez a única que lê, quem seriam? Seriam eles massa de manobra desses projetos socialistas dessa escola que influenciou todos os “intelectuais” brasileiros?
Nadir Cabral – Advogada e professora

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