-
Afasta de mim esse cale-se, Pai
Filed under Sem categoriafev 16[fonte: palestras cristo nihil praeponere]
“Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado; esse silêncio todo me atordoa; atordoado eu permaneço atento…”
Por favor, alguém me escuta, me perdoe o Chico Buarque, o Diógenes e a Guta, prefiro ser filha da Santa a ser filha da…outra.
Quanta insanidade Deus meu. Que vida de gado é essa em que o gado recebe a ração “contaminada pelas ideologias marxistas” do Governo Federal em seus currais e se dão por felizes e satisfeitos? Onde estará a autodeterminação, a liberdade de pensamento e de escolha?
Em que momento o povo brasileiro se tornou presa dessa sanha comunista e globalitarista presentes na eterna luta de classes?
Senhoras e senhores, a bebida é doce, agrada o paladar e convida ao experimento de novos goles, e de gole em gole, embriagados e entorpecidos por esse veneno com rótulo de vinho caímos na armadilha do vício e queremos sempre mais. Bêbado só se cala quando dorme. Dormimos. Não demonstramos o menor sinal de inquietação em face do horror dos horrores que nos rodeiam, simplesmente dormimos.
Nos colocaram para dormir com a cantiga de ninar chamada “dorme ovelhinha enquanto o senhor lobo se apronta pra velar teu sono”. Àquela época, nem tão longínquos anos de 1983-1985, os agentes da dissimulação com formação na URSS e em Cuba, se empenharam em apelar para a emoção dos incautos brasileiros. O poder tem de ser exercido por civis, essa era a conversa fiada. Os palanques nos anos 80 quase não suportaram o peso de tanta “liberdade”. Era liberdade demais. Promessas, lágrimas (de crocodilo), agitação, “diretas já”! Artistas que em sua vida real representavam papéis de terroristas, assassinos, mentirosos, justiceiros, membros de tribunais revolucionários, enganadores e contrários a qualquer sinal de liberdade incorporavam o papel de pessoas íntegras e defensoras dos direitos humanos.
Mas esse era o andamento de um antigo projeto, iniciado nos idos de 1917, com a Revolução Russa, e logo após, 1919 e 1920, em várias partes da Europa (Berlin, Munique, Hungria, Itália), onde foi tentada a implantação do comunismo, o conhecido marxismo clássico da luta de classes, do materialismo histórico, ou seja, a implantação da “ditadura do proletariado”. Mas a essa época não vingou a teoria marxista, que só “deu certo” na Rússia. Também não era para menos. Milhares de inocentes mortos, propriedades invadidas, o povo desarmado, não poderiam resistir ao terror de Lênin e Stálin.
Mas, como não obtiveram sucesso no projeto internacionalista do comunismo, os revolucionários estavam diante de um dilema teórico e se perguntaram: “Porque a realidade não segue a teoria?” Antonio Gramsci e Luckatti, encontraram a resposta com a seguinte pergunta: “Quem alienou os proletários? Como se deu essa “lavagem cerebral” a qual impediu os trabalhadores de unirem-se contra os capitalistas?”
Desde então trataram de encontrar a resposta e organizar a agenda a partir de um estudo da realidade daquela época e das posteriores. Surge a “engenharia social”. Concluíram que o fato de a implantação do comunismo não ter tido sucesso na Europa foi porque a sociedade ocidental estava assentada sob três colunas: “A filosofia grega, o direito romano e a moral judaico-cristã”, essa descoberta se deu em 1920!
A implantação do socialismo no Ocidente dependeria do abalo dessas três estruturas.
Assim, Maurice Merleau-Ponty, Theodoro Adorno, Erich Fromm, Sartre, Jürgen Habermas, e muitos outros, fizeram parte de uma nova modalidade de marxismo “herético”, de acordo com os marxistas de Moscou, o marxismo cultural, o marxismo ocidental. Em 1923 foi realizada na Alemanha, A Semana de Trabalho Marxista, onde os filósofos marxistas se reuniram para debater sobre esse fracasso da implantação do marxismo no Ocidente da qual veio a surgir o Instituto Para a Pesquisa Social, em Frankfurt, a poderosa escola filosófica de Frankfurt. Eles passaram a estudar a sociedade alemã para destruí-la.
Herbert Marcuse, Theodoro Adorno e Max Horkheimer, judeus, foram perseguidos por Hitler e fugiram da Alemanha para os EUA, e foram ensinar marxismo na Universidade de Colúmbia.
A Revolução estudantil de 1968 têm seus fundamentos nos ensinamentos marxistas aprendidos tanto em Nova Iorque quanto em San Diego, na Califórnia.
De lá até aqui todo mundo já sabe. O desmonte social, a deterioração de valores, o conflito de gerações e a consequente perda de autoridade dos pais, a droga, o sexo depravação, as crianças geradas por crianças, a “morte de Deus” e o desmantelamento e a propaganda contra o Direito, o fim da busca pelos estudantes. O que subentende que o Estado já sabe e antecipa o que você precisa saber. Nada de esforço intelectual, o Estado te promove para a próxima etapa sem que nada saibas, apenas o que é interessante para O Estado/Partido.
Atenção para o premiê português, socialista pego em declaração de amordaçamento da imprensa. Evo Morales, agora tem poder para nomear juízes. É ou não é um comunismo disfarçado? Esses indivíduos só alcançam esses postos através de pactos com um grupo de aproximadamente treze famílias que movimentam 70% da economia mundial e que investe nas “peças-chaves” que estarão a seus serviços, o projeto de Governo Mundial, O Governo Secreto do Mundo, disfarçados de políticos.
Eles conseguem os postos de líderes através de uma das lições contidas nas cartilhas socialistas: Agrade as massas. Engambele as massas. Façam-nas acreditar que você resolverá todos os problemas delas. Olha o discurso do Lula com a “historinha pra boi dormir” do pré sal: Nóis vamu investi u dinhero do pré sal em projetos sociais. É isso. Agradar. Diga ao sofrido povo brasileiro o que ele quer ouvir.
por: Nadir C.
One Response to “Afasta de mim esse cale-se, Pai”
-
John W. Mannarino said on fevereiro 17th, 2010 at 19:39
Ainda estudante terceiranista, na década pródiga, anos 70, onde a fatalidade preanunciada nos pegou no contrapé com a eclosão da guerra no Golfo, sempre fitei nosso horizonte como pródigo, apesar dos contrastes quando das decisões que embutiam um alto preço à sociedade para os arranjos que eram consolidados, com o fim de subjugar o povo e a perpetuar um sistema que se tornou autofágico pela sua própria essência.
Mirou-se no inimigo errado. A abertura, ainda que anunciada lenta e gradual, pecou por defender sem critério àqueles que deveriam ser execrados, os mesmos que se aproveitaram e ainda exercem grau de influência elevado na política atual em nosso país, dando a impressão que o poder cansou os estrategistas de outrora, principalmente quando não investiu na carreira sucedânea, o que permitiria uma natural evolução e uma filtragem daqueles que poderiam efetivamente contribuir para o nosso crescimento como nação, ainda mais com o retorno daqueles que preferiram esconder suas identidades em outros países. A pressa ainda é a maior inimiga da perfeição.
É certo que hoje caminhamos para o aperfeiçoamento do estado, ainda mais quando não se colocam mais bicas em pé de morro, assim como é lícito construir casas de alvenaria – em lugar de barracos forjados com restos de obras – ainda que as condições sejam desfavoráveis e a iminência de catástrofes seja uma “fatalidade” como apregoam os atuais governantes, esquecendo-se de suas responsabilidades quando precisam obter aqueles votos que farão a diferença para elegê-los.
Do mesmo modo, também não é tão comum distribuir dentaduras, camisetas ou sandálias de borracha. Evoluímos. Hoje distribuímos kits muito mais tentadores, aumentando a dependência para verbalizar que os programas sociais atingem uma parcela da população que era até então esquecida e nem constava do mapa.
Prá que a vara se o peixe já chega pronto à mesa? E assim, chegará o tempo em que os nossos representantes temporários aumentarão ainda mais a quantidade de dependentes do estado, assim como ocorria no sistema falido que ora chega como exemplo e com atraso por nossas bandas.
Ou nos movemos ou eles nos moverão para o fosso.

Comentários