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  • Jobim, o Exército e a Constituição Federal

    Filed under Sem categoria
    fev 20
    Por Antônio Ribas Paiva – [UND-União Nacionalista Democrática]

    O artigo 84 da Constituição Federal não permite que o Presidente da República delegue, a quem quer que seja, a autoridade, que detêm sobre as Forças Armadas.

    Está claro, portanto, que o Dr Jobim não pode exonerar ninguém das Forças Armadas, muito menos um membro do Alto Comando do Exército, por absoluta falta de autoridade para tanto.

    É bom marcar, que qualquer cidadão, civil ou militar, tem o direito e até o dever de criticar o governo, com total imunidade.

    Neste caso, a justa crítica foi dirigida a um simples projeto ideológico de governo, regular exercício de direito, que não é passível de reprimenda ou exoneração, como pretende o Sr. Ministro da Defesa.

    É estranho, que um advogado, que já foi Deputado Constituinte e Ministro do Supremo Tribunal Federal, assuma posturas contrárias ao princípio constitucional da legalidade, que deve nortear o trato da coisa pública.

    Com todo o respeito, essa postura, olímpica e ilegal, do Dr. Jobim evidencia, o baixo apreço que sua Excelência devota à democracia.

    Os habitantes do Poder precisam entender, mais do que todos, que o parâmetro da autoridade é a legalidade ou serão vítimas do seu despotismo.

One Response to “Jobim, o Exército e a Constituição Federal”

  1. John W. Mannarino said on

    Comandar o país para ignorantes dá nisso mesmo que vemos. Presume-se que o exonerador tenha plenos direitos de chamar a si a responsabilidade. Quando desvendado o véu da ignorância, vê-se que os doutos e sábios ignoram até os limites de suas ações, as quais deveriam ser passíveis de severas punições, principalmente pelo ato falho de retirar o poder de quem não lhe competia.

    Nesta hora é que o poder militar deveria se valer dos princípios que lhe cabem e defender a quem lhe estimou honra e dedicação com serviços à Pátria, ainda que possa parecer insubordinação, mas, pelo princípio ético e moral que representa para toda uma corporação que vive sob o manto da hegemonia, autoridade, zelo e disciplina. Que exemplo dará aos seus comandados com a quebra de limites de autoridade?

    A impressão que se tem é que vale tudo para se governar, mesmo que contra os princípios prévios estabelecidos e constitucionais. Cadê o decoro, a ética e a moralidade?

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